#Bandas Hoplo

Hoplo 01A banda Hoplo nasceu em algum momento do segundo semestre de 2001. Formada por 7 meninas (Ana Paula, Andreza, Carol Carvalho, Carol, Geisa, Mayra Biggs, Mayra Poitena) nasceu com o objetivo de produzir mais do que música, em ser uma banda performatica. Em sua única apresentação – no carnaval revolução de 2002 em BH, representou a história de Dafne e Apolo. Antes de tocar sua única música, a banda fez uma performance em que contava a história grega. Abaixo o pequeno script que achado da peça.

Para baixar a música:  http://cultiveresistencia.org/arquivoriotgrrrl/hoplo.mp3

 

 

DAFNE E APOLO – Cia. Hoplo de teatro

Narradora: Ana Paula (A) e Carol (C)
Apolo: Andreza (N)
Dafne: Geisa (G)

(A) Apolo, filho de Zeus. Abateu a serpente Pítonnas cavernas do Monte Parnasso.
Foi uma grande vitória e para comemorar o feito, Apolo instituiu os Jogos Píticos, nos quais os vencedores nas provas de força, rapidez na corrida ou nas disputas de carro eram coroados com uma grinalda de faia.

(A) Apolo estava envaidecido com o seu recente triunfo

(A) Dafne, mais uma dessas caçadoras jovens e independentes que abominam o amor e o casamento, e que são tão comuns nos relatos mitológicos

(A) No dia em que foi vista por Apolo, estava caçando, de vestido até o joelho, com os braços nus e os cabelos em desalinho. Apolo então pensou:

(C) “ Como seria ainda mais bela se estivesse adequadamente vestida e com os cabelos bem arranjados!”

(A) Esta idéia fez com que o fogo que consumia seu coração se erguesse em chamas muito mais fortes, e o levou a pôr-se imediatamente no seu encalço.

(A) Não é de se estranhar que Dafne dele tenha fugido. Toda uma seqüência de jovens infelizes e amadas pelos deuses teve o terrível destino de matar secretamente os filhos ou ser vítima de assassinato. O melhor que uma delas podia esperar era o exílio.

(C) “Pare, linda donzela, não quero fazer-te mal. Quero apenas poder amar-te. Por que foges? Sou um deus e meu pai é o próprio Zeus. Sou senhor de Delfos e Tenedos e conheço todas as coisas, presentes e futuras…”

(A) A ninfa estava surda às súplicas do deus e continuou em sua fuga. Apolo sentia-se mais encantado com Dafne, e passou a correr ainda mais rápido. Dafne desesperada rogou ao seu pai, o rio Peneu, que a ajudasse:

(C) “Salva-me, meu Pai. O deus está me alcançando e não tenho mais forças para fugir!”.

(A) O deus-rio estava triste, mas havia prometido ajudar a filha a não se casar, e resolveu intervir.
Assim, um torpor invadiu os membros da linda ninfa, e toda a sua pele começou a transformar-se numa leve casca, e ela não mais conseguia correr. Seus cabelos se tornaram verdes folhas, seus braços mudaram-se em galhos e os pés cravaram-se no solo, como raízes.

(A) Apolo vendo a transformação, e sentindo-se impotente, abraçou-se aos ramos da árvore e beijou ardentemente sua madeira.

(C) “Já que não podes ser minha esposa, serás minha planta favorita. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava. E, tão eternamente jovem quanto eu próprio, também hás de ser sempre verde e tuas folhas não envelhecerão”.

(A) O que cantou, porém, com tal paixão,
Não foi cantado nem sentido em vão.
Se foi surda a amada ao canto seu,
O canto aos outros homens comoveu.
Assim Apolo, deixando a ilusória
Paixão, no louro pôs a eterna glória.

(A) Estupro é qualquer tipo de atividade sexual cometida contra a vontade; se o estuprador usa de força ou não é irrelevante. Quando um homem estupra, ele acaba com qualquer ameaça de igualdade de gênero.

A letra da música foi composta com frases do Bendita Zine :

O sabor do sangue na minha boca
Aqui no chão é mais confortável
Quando eu puder sorrir de verdade ao andar pelas ruas
Você vai entender minhas palavras
Um esforço heróico para sorrir
Me resta apenas fechar os olhos
Não haverá em outros dias essa manta confortável de mentiras
Minha boca muda grita em tua orelha surda
Queria poder me acalmar também com um plano de fuga
Não menti quando disse que havia morrido
É assim que você quer me ver
Mesmo eu sendo carne, ossos, lágrimas e merda tanto quanto você
Vou respirar fundo toda vez que for gritar
As verdades que machucam seu ego masculino e bobo
Jamais verá em suas mãos minhas lágrimas
Não menti quando disse que havia morrido
Mas eu vou voltar
Bate de novo que eu te cuspo

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